União Europeia
Depois da reunião do G7 na União Europeia, o grupo anunciou uma doação de 1 bilhão de doses de vacinas contra Covid-19 para países em necessidade até 2022.
A União Europeia essa semana perdeu uma batalha na corte de Bruxelas contra a AstraZeneca.
O bloco processou o laboratório pedindo que fosse entregue 120 milhões de doses da vacina até o fim de junho. O juiz no caso decidiu que a AstraZeneca precisa entregar cerca de 80 milhões de doses até o fim de setembro ou pagar uma multa de 10 euros por dose não entregue.
Áustria
A Áustria também anunciou doações de vacinas. O país vai doar um milhão de doses da vacina contra Covid-19 para países dos Bálcãs como Albânia, Bósnia, Kosovo, Montenegro, Macedônia do Norte e Sérvia.
O destaque da semana no país foi certamente o anúncio de mais relaxamentos de medidas para julho. A Áustria disse que a partir de primeiro de julho, bares e restaurantes não vão mais ter horário para fechar e em praticamente todos os setores os limites de capacidade e espaço serão retirados.
Baladas voltam a abrir, nesse caso com 75% de lotação máxima, mas as pessoas poderão dançar e beber sem máscaras ou distanciamento social.
As máscaras FFP2 só serão obrigatórias em espaços médicos, em outros locais, máscaras cirúrgicas serão o suficiente. Eventos, festas e celebrações voltam a ser permitidos. A principal exigência que se mantém é a do 3G, ou seja, que as pessoas sejam testadas, estejam vacinadas ou recuperadas. O fim de julho deve trazer mais relaxamentos.
Alemanha
Na Alemanha, o país alcançou a marca de mais de 50% da população com ao menos a primeira dose da vacina. Com isso, diversos estados anunciaram relaxamentos, especialmente nas regras de máscaras a partir da semana que vem.
O país também anunciou que vai permitir a entrada de pessoas de fora da União Europeia que estiverem totalmente imunizadas a partir de 25 de junho sem que elas precisem de uma razão específica. Ou seja, abre as portas para turistas do mundo todo – exceto países com variantes do coronavírus.
Assim, turistas brasileiros, mesmo totalmente imunizados contra Covid-19 com uma das vacinas aprovadas pela agência medicamentos europeia, ainda não podem entrar na Alemanha.
Além disso, a coalisão que governa a Alemanha disse que quer mudar as regras atuais para permitir que restrições de entrada possam ser mantidas mesmo com o esperado fim da pandemia no país.
As atuais e rigorosas restrições que afetam pessoas vindo de países com altos casos de variantes, como o Brasil, podem ser mantidas por até doze meses, mesmo se as medidas internas de combate ao Covid expirarem.
A coalizão não vai precisar fazer uma nova lei para estender as restrições, já que essas medidas são consideradas apenas administrativas. As discussões sobre isso devem rolar essa semana e assim que tivermos mais notícias, sei o quanto isso afeta diversos brasileiros que querem e precisam vir para a Alemanha, vou colocar lá no instagram @amandanaaustria.
Vizinhos
Na Suíça, o governo anunciou que a partir de semana que vem pretende começar a vacinar jovens de pelo menos 12 anos. Além disso, com os números de novas infecções em queda, o país anunciou novos relaxamentos para o fim do mês. Entre as mudanças, máscaras não vão mais ser obrigatórias ao ar livre ou em escritórios e escolas, restrições de lotação serão relaxadas para bares e restaurantes e baladas e eventos poderão voltar a acontecer.
Brasil
O Brasil esse final de semana atingiu a marca de 500 mil mortos e, infelizmente, foi manchete em todas as mídias por aqui. Sei que muita gente gosta de tentar talvez não se sentir tão triste em relação a essa informação insistindo que nós somos um país com mais de 200 milhões de pessoas e que não seria justo usar números absolutos.
Sinceramente? Eu acho que o que não é justo é 500 mil famílias sofrerem quando o Brasil tinha tudo para ser melhor do que isso. A gente já tinha as histórias de catástrofes na Itália, a gente já tem uma capilaridade no sistema de saúde e de vacinação sem igual, os especialistas e médicos já tinham nos falado o que precisava ser feito. Não era pra ter sido assim.
E, bem, em mortes por milhão de habitantes a gente está em sétimo lugar no mundo. Com a diferença que estamos na frente de todos esses seis países quando se trata de mortes por milhão nos últimos sete dias.
A única saída para isso, como a gente vê na prática em países como Áustria e Alemanha, onde mais da metade da população se vacinou, é tomar vacina. Mesmo quem já teve a doença. Por aqui, quem teve a doença é considerado que tem uma imunidade temporária e toma apenas uma dose – mas quem teve Covid-19 há muito tempo toma as duas doses, sim. Quantas pessoas a gente não conhece no Brasil que tiveram Covid uma, duas, três vezes?
Então, assim, não escutem quem não é médico, não é especialista, não se baseia em ciência. Mesmo se ele estiver usando faixa presidencial e fazendo live toda quinta-feira à noite.
Palavra da semana
Pra terminar de uma forma que é o contrário do ódio que eu tô sentindo ao falar desse tema, vamos de palavra da semana? A palavra da semana é Regenbogen, que significa arcoíris.
Aqui, a parada gay ou LGBT é conhecida como parada arco-íris e milhares de pessoas foram as ruas esse final de semana para defender uma sociedade mais igualitária.
