#49 Notícias da Áustria e Alemanha: lockdown para não-vacinados e pandemia

#49 Notícias da Áustria e Alemanha: lockdown para não-vacinados e pandemia

União Europeia

A União Europeia está considerando novas sanções contra Belarus por considerar que o governo do país está politizando a crise de migrantes na fronteira com a Polônia. Milhares de pessoas estão sem ter para onde ir na região e o governo polonês acusa a Rússia e Belarus de usar refugiados e migrantes como ferramenta política para ameaçar a Europa.

O continente também virou notícia no mundo todo por voltar a ser o epicentro da pandemia de coronavírus, com as maiores taxas de novas infecções desde o pico em Abril no ano passado. Com isso, diversos países estão adotando novas medidas restritivas, com destaque para a Áustria, que anunciou nesse domingo um lockdown para pessoas não-vacinadas.

Áustria

A partir da meia noite de segunda-feira, haverá um lockdown para não-vacinados na Áustria. A frase é uma simplificação, na verdade, porque o lockdown afetará menos pessoas. Ele é válido apenas para quem não tem comprovação chamada 2G, indicando que se vacinou ou que se recuperou recentemente da doença. Além disso, pessoas que tomarem a primeira dose da vacina também estão isentas das novas restrições se apresentarem um teste negativo. Crianças com menos de doze anos também não serão afetadas pelo lockdown.

Segundo as novas regras, quem não tiver comprovante 2G só poderá sair de casa por razões essenciais. Elas incluem trabalho e estudo, passeio ao ar livre, motivos de saúde, emergenciais ou religiosos, e claro, se estiver indo tomar vacina. Além disso, ainda será possível usar transporte público, visitar supermercados, drogarias, bancos e outros estabelecimentos essenciais.

Quem for pego em violação às novas regras terá que pagar uma multa.

Além disso, regiões como Viena, Alta Áustria e Salzburgo também têm medidas mais rigorosas. Em Viena, a bares, baladas e encontros com mais de 25 pessoas terão regra 2G+, ou seja, apenas pessoas vacinadas ou recuperadas e além disso elas precisam de um teste PCR negativo. Alta Áustria e Salzburgo também terão restrições inclusive nos mercados de Natal.

O governo não excluiu a possibilidade de medidas mais rigorosas no futuro, mas por enquanto não há expectativa de um lockdown também para pessoas vacinadas.

Outras informações sobre a Áustria essa semana:

A polícia encontrou metralhadoras, armas de artilharia e bombas na casa de um simpatizante nazista. Os objetos foram confiscados e o caso segue para a justiça. 

Um novo memorial em homenagem às vítimas do Holocausto foi inaugurado essa semana em Viena, com os nomes de 64 mil judeus austríacos que foram assassinados pelos nazistas. 

E o partido ÖVP, do ex-chanceler Sebastian Kurz, está se preparando para publicar uma análise de 17 páginas feita por um professor de direito criminal inocentando Kurz de alegações de corrupção. A publicação faz parte da estratégia para um retorno do ex-chanceler aos holofotes públicos após as suspeitas que o fizeram renunciar ao cargo.

Alemanha

A Alemanha também está vendo recordes de novos casos de Covid-19 e a situação nos hospitais está cada vez mais preocupante. O governo federal, então, voltou com a oferta de testes rápidos gratuitos a partir desse final de semana e vai se reunir com estados para discutir novas medidas gerais contra a pandemia.

Ministros de saúde de pelo menos três estados já pediram para que a futura coalizão de governo prolongue o estado de emergência no país. Os líderes do SPD, Verdes e FDP haviam dito que iam deixar as regras mais rigorosas expirarem em 25 de novembro para que cada região implemente medidas próprias.

A capital Berlim, por exemplo, já adotou medidas mais rigorosas contra a pandemia. Na prática, pessoas não vacinadas estão agora impedidas de visitar locais como restaurantes, bares, cinemas e museus. Outros estados e regiões também planejam endurecer as regras, especialmente em relação à população que se recusa a tomar vacinas.

A atual chanceler, Angela Merkel, fez um apelo aos não-vacinados para que eles entrem no esforço coletivo para quebrar a quarta onda da doença no país.

Outras informações sobre a Alemanha nessa semana

O partido SPD escolheu dois novos líderes no começo da semana, Saskia Esken e Lars Klingbeil, que foram indicados por unanimidade. 

Grandes cidades incluindo Berlim, Hamburgo e Frankfurt tiveram problemas com os números de emergência 112 e 110, para polícia e bombeiros, que ficaram fora do ar por horas. As causas da falha ainda não foram divulgadas. 

E os Verdes avisaram que uma coalizão Semáforo para governo do país ainda está longe de se tornar realidade, já que os três partidos em negociação precisam encontrar mais pontos em comum em relação a medidas de proteção climática.

Vizinhos

Agora, um giro rápido aqui pela vizinhança.

A Suíça se prepara para um importante referendo que vai acontecer no final do mês. O país vai votar sobre a legalidade de um certificado de covid, também conhecido em outros países como passe sanitário ou passaporte verde.

Na República Tcheca, que foi de longe o país mais votado para aparecer por aqui na enquete no Instagram, a semana foi marcada por mais detalhes sobre planos da coalizão que venceu as eleições. O futuro governo anunciou um programa com diversas mudanças, inclusive incentivos para moradias mais acessíveis, mais digitalização e modernização estatal, reformas no sistema de saúde, previdência e impostos e avanços na agenda climática. Os partidos também disseram que querem investir mais em educação.

A Holanda vai retomar restrições contra a pandemia por pelo menos três semanas. O país adotou medidas que vão fazer com que comércio não essencial feche às 6 da tarde, e cafés e restaurantes às 8h. Além disso, o governo pede que as pessoas restrinjam contatos e façam home office quando possível.

Palavra da semana

A palavra da semana é Schnitzelpanik. O termo é novidade e foi adotado aqui na Áustria para descrever a alta no número de novas vacinações depois que as novas medidas 2G foram anunciadas. A brincadeira é que austríacos que antes não fizeram questão de se imunizar ficaram com medo de não poder aproveitar um Schnitzel, um dos pratos tradicionais do país, e correram para tomar as vacinas. De fato, o número de primeiras doses subiu consideravelmente nos últimos dias.

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